quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ditaram o fim do Agrupamento. E agora?

Colegas:

Este espaço é para colocarem as vossas reflexões.

Nesta altura a quente, vou ficar por aqui, mas preciso de "mergulhar em águas geladas para me reorganizar".

A pancada foi forte. Vou começar a retirar da minha memória "Agrupamento de Escolas de Avelar".

Agora, passados alguns dias, volto aqui. Para dizer que tudo aquilo que foi construído no agrupamento de Escolas de Avelar não vai sair da minha memória, nunca. Esquecer o nome, por força de uma imposição, não significa esquecer a obra, neste caso, tudo aquilo que professores, educadores, funcionários, alunos construíram.

Cumps

58 comentários:

Maria Alice disse...

Este pais está definitivamente a saque. O transformar os agrupamentos em Mega Agrupamento é mais um passo no sentido de tudo privatizar de tornar este pais no feudo de uns quantos senhores e o resto é plebe. No ensino então tem sido um regabofe, a ver quem consegue um quinhãozito e embecilizar o povo, porque como diz a frase: "Um povo que não é intruido não reclama porque não sabe como nem tem meios economicos para tal..." Senão vejamos: As escolas das pequenas povoações fecham... as cantinas escolares são de empresas privadas...os transportes são de empresas privadas... os professores das AEC (actividades extra-currículares do 1º ciclo) são miseravelmente mal pagos.... as crianças ainda bébes, são afastadas da familia o mais cedo possível e pelo maior número de horas possível, quanto menos laços afectivos houver melhor (é o que pessam os que nos querem escravizar)...assim os pais podem trabalhar ininterruptamente, nas mais precária condições mas apensar que ainda têm sorte por terem trabalho... e depois culmina na privatização das escolas...daí remodelar o parque escolar para que seja mais vantajoso para a empresa que a vai herdar.
Pois, pois, já sei é mais uma lunática!

Nídia Valente disse...

Parabéns pela ideia. A do blog, claro, porque a outra, (a extinção do Agrupamento de Escolas de Avelar), a que nos fere, nos angustia, nos deixa arrasados, não deve espantar ninguem: é apenas o reflexo do país que temos, ou pior, do país que estamos a deixar criar.
O polvo enreda-nos nos seus malévolos tentáculos...e nós vamos andando e cantando ao som da música deles. Dos perversos. Dos imorais. Dos que não conhecem nem respeitem o país que temos e a gente que somos.
Hei-de voltar, para alimentar esta ideia. Por agora, vou terminar uns adereços que os meus meninos hão-de usar amanhã na festa da escola. A festa que ainda é nossa.

17 de Junho de 2010 23:32

Luís Simões disse...

Olá colegas,
Aqui vai um Bom exemplo da resistência!...

http://educar.wordpress.com/2010/06/18/posicao-penacova/#comments

Maria José disse...

Ao contrário do que diz o Mário eu nunca hei-de retirar da lembrança "Agrupamento de Escolas de Avelar", porque penso que foi aqui que cresci quer como pessoa, quer como profissional e as coisas Boas são para lembrar sempre: as amizades, a união, as actividades,os projectos,o profissionalismo e empenho dos nossos professores, os nossos alunos, os funcionários, a associação de pais, os nossos parceiros, as autarquias,,,todos juntos conseguimos nos últimos anos fazer deste agrupamento algo que muito nos orgulhamos e que nos foi abruptamente roubado, sem terem o mínimo respeito, mas respeito por quem trabalha é algo que este governo desconhece, então nós professores infelizmente já estamos habituados...

Madalena disse...

Hoje apenas umas linhas, mas também eu voltarei para alimentar e lutar por este agrupamento que desde o primeiro dia "sinto" como meu...
Marta Ribas

António disse...

Não sei como comentar...
Estou triste, mas não quero qu este meu sentir vos invada o coração. antes quero deixar-vos o meu laço de solidariedade e muita força para a luta. Estou cá, disponham.
Tiraram o bocado da minha vida...das nossas vidas...
Coragem e vamos em frente.
António J D. Moita

mmarinhocruz disse...

Olá Maria José:
Eu sinto o que tu sentes! A memória de tudo aquilo que partilhámos, que fizemos, que ajudámos a construir, nunca na minha vida hei-de esquecer, faz parte da minha vida.

Mas o que custa, e por isso digo "retirar da memória" é pensar que em breve todos vamos ter que pronunciar "outro nome", outro agrupamento que ainda nem o nome sei.

É triste quando as coisas são feitas "a régua e esquadro", onde as pessoas não são tidas nem achadas".
Mário

Ricardo Pimentel disse...

O que nos aconteceu está a ocorrer por todo o lado. Uma verdadeira hecatombe, de agrupamentos, sem olhar a realidades locais! Tudo feito do alto de um qualquer gabinete do ministério… das finanças!
São tremendos os desvarios do ministério da educação para conseguir colocar o sistema educativo nacional no fundo. Temos sido campo para experiências pedagógicas, cuja única realidade que haviam conhecido era serem as teses de doutoramento de alguns especialistas em psicologia educacional, recebemos modelos importados de realidades completamente alóctones, fomos carne para canhão de demagogia eleitoral, somos pasto de empresas, interesses e negócios mal explicados…
Com toda esta ausência de estratégia e senso comum a escola pública bateu no fundo. Fomos desrespeitados, e alvo de uma campanha de desacreditação sem precedentes, pelo último ministério da educação elevando, por consequência, os níveis de indisciplina e violência. Premeiam-se estudantes medíocres e civicamente mal formados e penalizam-se os bons alunos dando sinais claros, à futura sociedade, que o trabalho, o esforço e a honestidade são valores a dispensar na sociedade portuguesa.
Criaram um sistema de avaliação de professores aberrante, por não promover a justiça e equidade entre os avaliados, dado que é impraticável e não é aplicado com os mesmos critérios. Têm dúvidas que eu posso ser excelente numa escola e bom noutra sem mudar práticas nem metodologias?
Agora mais uma machadada que prejudica, em primeiro lugar, os alunos de cada um dos agrupamentos, envolvidos nesta fusão, mandando às urtigas Projectos Educativo e Curricular pensado e construído para cada realidade.
Mas isso não interessa nada… o que interessa é o número de funcionários e professores contratados que perderão o seu emprego e assim vão emagrecer a “massa gorda” do estado português e continuar a proporcionar os milhões necessários a compensar os actos de má gestão de banqueiros, sonhos megalómanos assentes em luvas, futuros lugares de chairman, reformas e acumulações exorbitantemente indignas, negócios da china… para políticos e outros do séquito. Ou foram os ordenados baixos dos professores e funcionários que causaram o galopante aumento do nosso buraco orçamental?
A primeira vez que cheguei a esta escola tinha 26 anos… gostei tanto que voltei e fiquei. Vi a escola crescer, ter sonhos e projectos. A eles demos, por que foram mesmo dadas, incontáveis horas de trabalho oculto…
Gestão flexível do currículo? Pioneiros! Agrupamentos? Pioneiros! TIC…pioneiros e escola de excelência, mesmo furtando-se a programas de televisão e a parcerias com empresas da área. Comenius? Pioneiros e um exemplo a nível nacional e internacional! Bibliotecas escolares? Trabalho exemplar! Clubes e Projectos? Ofertas variadas e enriquecedoras! Onde está o respeito pelas tão badaladas boas práticas? Onde estão agora os suportes e elogios dados à liderança e ao trabalho de equipa que tivemos no Agrupamento?

Agora que tenho 43 nada me surpreende… só gostava de passar de vez para o ministério das finanças. Pelo menos não me enganam…já sei que o seu foro não é a educação!

Um abraço a todos!

aurora teixeira disse...

Aurora
Lousada (Norte)

Um abraço de solidariedade a todos os colegas deste Agrupamento.

Nídia Valente disse...

Subscrevo inteireamente o comentário do Ricardo: tão assertivo,tão sentido e autêntico, que me parece merecer lugar de destaque. Que tal um post?

mmadalena.silva disse...

"Requiem" por um pequeno mas Grande Agrupamento

As grandes dores são mudas...
Ainda não consigo dizer nada!

Também estou convosco Alice e Ricardo

Ricardo Pinto disse...

Olá gostaria de saudar os responsáveis por este blogue.
Gostaria imenso que se tornassem seguidores também no meu blogue; tal como aqui fiz. Para isso basta acederem a http://centroparoquialgondar.blogspot.com/
No link seguidores - iniciar sessão

Marta M disse...

Colegas:
Em conjunto com a Madalena, preparamos um texto que colocaremos à vossa consideração
nos nos próximos dias...Só o tempo curto e escasso nos tem impedido de concretizar esta tarefa.
Mas será uma realidade nos próximos dias, e ninguém nos há de calar sem luta...Como dizia o Dr. King:
“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons!”.

(Martin Luther King
Marta Ribas - História

mmarinhocruz disse...

Sim Marta, Madalena, vamos todos construir um texto, pois temos que exprimir tudo o que nos vai na alma, caso contrário ainda ficamos pior psicologicamente nesta altura em que nos deram um "soco no estômago"! A escrita liberta!

Madalena disse...

Não, não podemos assistir calados...mas o silêncio de muitos é sinónimo de tristeza, incertezas, desânimo eu sei!
Esta onda de fusão de escolas e portanto a criação de Mega-agrupamentos será mais uma reforma educativa que se apresenta com carácter experimentalista pois, quando foram avaliadas as suas vantagens e/ou desvantagens destas estruturas?
De criticar a altura em que a imposição, sim imposição! é apresentada acompanhada de muita confusão e incertezas. Não só o momento mas a forma, uma imposição da medida sem auscultação dos orgãos de Direcção.
Criação de uma comissão de admnistração provisória, um único "Mega-Director", um projecto educativo único, reorganização dos serviços de administração, fusão de funções,fusão de estruturas de orientação e consequentemente o trabalho de alguns (....muitos) será dispensado.Assim consegue gerar-se poupança! Os docentes prestarão serviço entre estabelecimentos distanciados uns bons kms. não será mais dificil a coordenação pedagógica?
E os pais? Não irão ter receio de colocar os seus filhos em estruturas confusas e gigantescas?Não se verificava maior sucesso em estabelecimentos com menos alunos? A indisciplina e a violência serão mais fáceis de controlar? Poucos já experimentaram a fusão e relatam balbúrdia. A criação de Mega- agrupamentos não será tão complexa para se conseguir dar resposta a todos os desafios organizacionais?
A complexidade de articulação de uma organização que resulta da fusão de unidades por si já complexas é uma realidade!
Entristece-me colegas que esta onda esteja a crescer com completa indiferença e desprezo pela opinião de todos os intervenientes no processo educativo, daqueles que sempre mostraram paixão pela educação, que cultivam emoção e que semeam com sabedoria colhendo com paciência....

Não me é possível olhar para esta estratégia com aplauso.

Madalena Ferreira

joseantonio disse...

Caros colegas,

Os últimos dias têm sido particularmente difíceis. Desde 4.ª feira, quando me foi comunicada a extinção do agrupamento tal como está organizado, que faço um esforço para engolir mais um sapo que este governo, sem pudor e sem honestidade intelectual, nos obriga. Só quem está desatento, pode não perceber quais são os reais objectivos destas fusões a que assistimos nos últimos dias. Não é a preocupação com o bem-estar dos alunos, não é a necessidade de haver um único Projecto Educativo para os alunos, da Pré ao 12.º ano, nem tão pouco o facto da escolaridade obrigatória passar dos 9 para os doze anos. Os objectivos são clara e exclusivamente economicistas.
O que leva um governo a destituir Directores, Sub-Directores, Adjuntos do Director, Conselhos Gerais que assumiram os seus cargos e funções há um ano, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 75, cujo espírito era reorganizar nas suas estruturas os estabelecimentos de ensino? Por outras palavras, que mentes iluminadas são capazes de desfazer o que foi refeito há um ano?
O meu espírito é de alguém triste, mas não conformado. Antes revoltado. Aquilo a que assistimos é a uma falta de respeito pelo nosso trabalho. Nós construímos este agrupamento, demos-lhe identidade, conferimos-lhe estabilidade, estabelecemos prioridades educativas, fomos pró-activos e não meramente reactivos como outros, lançámos projectos, demos corpo a ideias inovadoras.
Não podemos aceitar que nos digam que as coisas são inevitáveis. A única coisa verdadeiramente inevitável é a morte. O Homem revela-se pelo seu pensamento, mas é na luta que faz a sua assunção, que ganha direito à sua liberdade. Não apelo a que peguemos em armas. Não são esses pensamentos belicistas e radicais que me animam. Faço apelo a que nos próximos dias, semanas, porventura meses, questionemos os futuros responsáveis do Agrupamento sobre os ganhos visíveis e quantificáveis para os ex-agrupamentos de Ansião e de Avelar. Que digam claramente a todos se acham bem o que se está a passar. Que digam claramente se acham que são maiores as perdas que os ganhos. Que digam se se consideram mais autónomos ou não.
Como já afirmei na reunião, não posso aceitar que digam que acham bem, sem um protesto, confinando-se ao argumento que convidaram uma equipa e que a vão desfazer. Não é isso que está em jogo, mas as práticas educativas. Nós temos práticas educativas diferentes das de Ansião. Não o digo envergonhadamente, afirmo-o orgulhosamente.
O que me move não é o passado, o que me preocupa é o futuro.
O que me preocupa é saber se vou ter horas para implementar, no âmbito da Língua Portuguesa, o projecto Dar à Língua já aprovado em Conselho Pedagógico.
O que me preocupa é saber que currículo vão ter os meus alunos, se posso continuar com aulas de Oficina de Teatro, com horas para as Oficinas de Escrita e de Leitura.
O que preocupa é saber se há crédito para manutenção dos clubes que dão vida ao Agrupamento.
O que me preocupa é saber se vou continuar a ter uma biblioteca a funcionar em pleno.
O que me preocupa é saber se o parque informático vai continuar a funcionar de forma organizada e metódica.
É a isso que eu quero que me dêem respostas. É preciso que as pessoas dêem respostas para se responsabilizarem, para se comprometerem e, posteriormente, possam ser julgados por nós todos.
Nós temos o direito de dizer não. Foi o que fiz na reunião com a Directora Regional, é o que farei como Presidente do Conselho Geral.
A Escola não é para mim um simples local de trabalho, faz parte da minha vida. Por esta razão não me limito a fazer o que me mandam, mas questiono, interrogo…

José António Abreu

filomena disse...

Venho aqui trazer a minha solidariedade com todos os que trabalham no Agrupamento de Escolas de Avelar. Como co-responsável pela criação deste Agrupamento, como responsável autarca (membro da Assembleia de Freguesia), como habitante da freguesia de Avelar e como professora aposentada, não posso deixar de lamentar esta medida do Governo que veio cortar pela raiz um trabalho educativo inovador que sempre mereceu os maiores elogios e que tem vindo a prestigiar alunos, professores, funcionários e famílias da freguesia de Avelar e da freguesia de Chão de Couce.
Venho oferecer os meus modestos serviços para ajudar a suportar estes momentos de desânimo e de frustração. O vosso protesto, a vossa luta, a vossa frustração serão denunciados nos órgãos políticos da nossa freguesia e do nosso concelho.
Mas, também vos quero deixar palavras de esperança. Todo o esforço dispendido nesta Escola e todos os resultados conseguidos até agora não foram em vão! As sementes foram lançadas à terra e têm de dar frutos. E perante um facto consumado e se não há volta atrás na decisão do governo como parece não haver, não vamos baixar os braços, barafustar e reivindicar posições que não levam a lado nenhum, temos, penso que também ainda me posso incluir no vosso grupo, de continuar com os muitos projectos do Agrupamento. Temos de os levar a mais alunos, a mais famílias! Não vamos agora desistir de continuar a ser os melhores… sei que vai ser mais difícil trabalhar num mega-agrupamento mas é tudo uma questão de organização e de atitude. Para isso temos de nos juntar ao nosso incontestado e incontornável “leader” Director do Agrupamento de Escolas de Avelar, prof. Salazar Pinheiro e levá-lo de novo à direcção do novo Agrupamento. Com ele, com a equipa dele, com o interesse e esforço de todos, professores e funcionários, iremos continuar a escrever com letras indeléveis o nome da Escola de Avelar. Força colegas!

mário disse...

Olá Filomena:
Bem me lembro dos tempos em que partilhei contigo tantas horas de trabalho conjunto, no início do Agrupamento. Não esqueço a tua ajuda na EB1 de Avelar, no então projecto "Escolas Navegadoras", que ainda continua com força passados que estão 5 anos!
Avelar sempre foi inovador nas TIC, mas esta inovação e outras que o José António e o Ricardo Pimentel já referenciaram não serviram, neste agrupamento, para nada.
Obrigado Filomena pelo teu apoio.
Mário

Marta M disse...

ASSUNTO:
Resolução do Conselho de Ministros nº 44/2010 de 14 de Junho: Reorganização da Rede Escolar
Assim, indicado o assunto desta forma profissional e juridicamente válida, não parece tão impactante, ou pessoal, ou sequer ofensivo… Mas é.
Para nós, professores do Agrupamento do Avelar, uma escola com XX anos, é pessoal e, tremendamente desmotivante e injusto.
A notícia parecendo vir do nada, chegou-nos primeiro como um “boato” a que não quisemos dar crédito, quer por meio de colegas mais informados quer dos jornais que faziam eco de situações semelhantes a correrem o país. Mas mesmo assim, olhando à volta e alicerçados no bom funcionamento do nosso agrupamento e na excelente gestão que a nossa direcção realiza, confiávamos estar a salvo…
Mas não estávamos, o nosso director com a sua calma e humanidade habituais, confirmou-nos as piores expectativas numa reunião geral que, mal a convocatória nos apareceu no email, já temíamos – O Agrupamento de Escolas do Avelar seria extinto.
Pensámos estar a ouvir mal, aquelas palavras não soavam a verdade, nem a nós professores da casa, mas principalmente aos elementos da direcção que eleitos e empenhados neste projecto há menos de um ano, eram assim desapossados, sem respeito ou consideração pelo seu projecto.
Não foi possível conter as lágrimas ou a revolta que ia tomando conta de uma sala cheia de profissionais empenhados e que vestem, desde o primeiro dia, a “camisola da casa”.
Logo ali, vozes se levantaram e se preparavam para resistir, pois não passáramos os dois últimos anos a bater-nos por tudo o que achamos justo para a preservação e qualidade da escola pública? Esta era a gota d’agua.
Proceder à fusão do nosso Agrupamento, com um projecto e regulamento interno pensado e adaptado a nós e à nossa realidade, com outro Agrupamento maior, esvaziaria totalmente o nosso projecto educativo, pensado para esta escola, para os nossos alunos e para a comunidade específica da vila de Avelar
(Continua)

Marta M disse...

ASSUNTO:
Resolução do Conselho de Ministros nº 44/2010 de 14 de Junho: Reorganização da Rede Escolar
Assim, indicado o assunto desta forma profissional e juridicamente válida, não parece tão impactante, ou pessoal, ou sequer ofensivo… Mas é.
Para nós, professores do Agrupamento do Avelar, uma escola com XX anos, é pessoal e, tremendamente desmotivante e injusto.
A notícia parecendo vir do nada, chegou-nos primeiro como um “boato” a que não quisemos dar crédito, quer por meio de colegas mais informados quer dos jornais que faziam eco de situações semelhantes a correrem o país. Mas mesmo assim, olhando à volta e alicerçados no bom funcionamento do nosso agrupamento e na excelente gestão que a nossa direcção realiza, confiávamos estar a salvo…
Mas não estávamos, o nosso director com a sua calma e humanidade habituais, confirmou-nos as piores expectativas numa reunião geral que, mal a convocatória nos apareceu no email, já temíamos – O Agrupamento de Escolas do Avelar seria extinto.
Pensámos estar a ouvir mal, aquelas palavras não soavam a verdade, nem a nós professores da casa, mas principalmente aos elementos da direcção que eleitos e empenhados neste projecto há menos de um ano, eram assim desapossados, sem respeito ou consideração pelo seu projecto.
Não foi possível conter as lágrimas ou a revolta que ia tomando conta de uma sala cheia de profissionais empenhados e que vestem, desde o primeiro dia, a “camisola da casa”.
Logo ali, vozes se levantaram e se preparavam para resistir, pois não passáramos os dois últimos anos a bater-nos por tudo o que achamos justo para a preservação e qualidade da escola pública? Esta era a gota d’agua.
Proceder à fusão do nosso Agrupamento, com um projecto e regulamento interno pensado e adaptado a nós e à nossa realidade, com outro Agrupamento maior, esvaziaria totalmente o nosso projecto educativo, pensado para esta escola, para os nossos alunos e para a comunidade específica da vila de Avelar
(continua...)

Marta M disse...

(Continuação)
O Agrupamento de Escolas de Avelar é uma sede de Agrupamento integrado,
com uma história e um capital de experiência pedagógico e sócio-cultural com mais de 11 anos. Desvalorizar essa experiência, fundindo esta escola, esvaziando a sua autonomia didáctica e administrativa, serve os interesses de quem?
Provavelmente apenas a dimensão contabilista, mas até essa duvidamos…Sim, porque há medidas cujos custos a longo prazo podem, e serão certamente, muito superiores ao inicialmente previsto.
Já para não falar no custo real e no impacto que resulta da desmotivação de todos os profissionais que trabalham nesta escola.
Certamente não serve também os interesses da comunidade educativa, e menos ainda, dos alunos ou da qualidade do ensino ministrado neste espaço.
Ao perder-se autonomia, perde-se capacidade de adaptação e de resposta, inúmeras vezes, competência essencial para melhor integrar os nossos alunos e prover-lhes um futuro. Uma máquina grande, lenta e pesada como se afigura irão tornar-se estes Mega-Agrupamentos, apenas irá burocratizar e tornar lentas e apartar da realidade concreta os decisores.
Muito concretamente e descendo à realidade (quem nos dera que os teóricos que decretam estas medidas descessem da suas cátedras e o fizessem…), e partindo do facto de que fisicamente já estaremos separados por km, o que dizer à partida que um problema concreto e pontual da escola será resolvido à distância, por quem não está (nem consegue estar) em posse da leitura que só a presença, o envolvimento e o olhar directo nos permite.
Pedagogicamente, todos nós educadores sabemos que, inúmeras vezes, a instrução, a correcção e a pedagogia têm um timing óptimo e deixá-lo passar para o momento possível, esvazia-o de eficácia…
Encerrar os nossos serviços administrativos, é também um factor de empobrecimento para o nosso espaço escolar, já que é aqui que os alunos, encarregados de educação e restante comunidade educativa encontram o bom acolhimento e a solução às grandes e pequenas questões que o dia-a-dia de uma escola coloca. Valência sem a qual, inúmeros pequenos problemas, solucionáveis a diário, irão tornar-se questões que se arrastam, no espaço e no tempo. Tornando-se maiores, e a longo prazo, menos resolúveis.
Poderíamos também falar dos clubes e de como permitem dar identidade ao nosso agrupamento e são um factor de inegável inclusão e de partilha de experiências, ou das diversas oficinas (de teatro, de leitura, de matemática entre tantas outras) que resultam directamente do crédito de horas que a escola dispõe, consequentes da autonomia que agora nos querem negar…
São tantas e diversas as razões da nossa revolta que nem as conseguiríamos elencar nestas breves linhas, por isso encerramos aqui esta carta, na expectativa que nos escutem, que venham ao terreno falar connosco, no fundo, que nos respeitem como merecemos.
Aguardamos, acompanhados pelas palavras inspiradoras de alguém que, mesmo sabendo o qual difícil era o seu sonho, recusou-se sempre a desistir dele, ou a aceitar a fatalidade sem lutar com todas as suas forças por aquilo em que acreditava.
Como nós hoje.


“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons!”.

(Martin Luther King)

Clara Luís disse...

Fui aluna desta escola há mais de 25 anos (entre os actualmente designados 5º e 9º anos) e sou actualmente professora no Agrupamento de Escolas de Soure.

O Agrupamento no qual exerço funções há 14 anos, já é um mega-agrupamento há cerca de 4 anos, incluindo todos os estabelecimentos escolares do concelho de Soure, desde o pré-escolar ao ensino de adultos.

Trabalho na escola-sede (Escola Secundária com 3º Ciclo). A Escola Básica 1,2 dista escassas centenas de metros da sede (na mesma localidade), as restantes estão, nalguns casos, a alguns quilómetros.

A minha avaliação desta experiência é totalmente NEGATIVA pois nem na própria sede o dia-a-dia é fácil (fruto, entre outros problemas, da enorme diversidade de solicitações criadas à gestão do espaço educativo), quanto mais para quem não está na sede. E, há que realçar, que os dois maiores estabelecimentos estão localizados na mesma vila!

Não consigo imaginar como vão todos os profissionais e alunos das escolas do Avelar gerir esta nova situação.

Além das questões afectivas, perfeitamente compreensíveis e tão negligenciadas nos nossos dias, custa-me perceber que se pretenda gerir uma escola como se fosse o Grupo Sonae: à distância! Com uma sede e várias filiais!

Estou neste momento, por razões que não importa aqui especificar, ligada a questões de indisciplina e gestão de conflitos. Custa-me perceber como se gerem eficazmente estas situações à distância, sem a presença efectiva na escola de um director, alguém responsável - NO LOCAL - pela tomada de decisões que necessitam, desejavelmente, de ser rápidas, em certos casos.

A experiência que conheço pessoalmente revela muitas fragilidades pois ninguém se consegue dividir por vários estabelecimentos ao mesmo tempo.

Seria interessante auscultar a opinião do deputado José Miguel Medeiros, "filho da terra", deputado eleito pelo partido do governo e ex-professor nessa escola...

Fica o abraço de solidariedade a todos os colegas e, especialmente, a minha tristeza por saber que os supostos benefícios que a tutela espera obter serão totalmente esmagados pelos enormes prejuízos e obstáculos que vos serão criados todos os dias.

Seguir-vos-ei a partir daqui e convido-vos, igualmente, a visitarem o meu blog:

http//:www.projecto-com-tacto.blogspot.com

Até breve

Fernando Martins disse...

Caros colegas:

Não podem desanimar, pois enquanto houver forças há que lutar. Enquanto o Conselho de Escolas não se pronunciar e a Carta Educativa do vosso concelho não disser que só há um Agrupamento isto é tudo ilegal.

Aliás não sei porque os Sindicatos (ou as Associações de Pais...) não metem uma providência cautelar para que a Lei seja cumprida.

Eduardo disse...

O “Agrupamento de Escolas de Avelar” vai acabar.

Estas palavras não são a crónica de uma morte anunciada, porque o Agrupamento já sabe que vai acabar contrariamente ao que acontecia na outra crónica e porque não é uma morte. Não é uma morte mas um fim administrativo e também porque só se morre quando se é esquecido. E nós não vamos esquecer aquilo que somos e fomos. Será no dia 31 de Julho que esta entidade terminará a sua existência segundo dizem.

Porque uma forte dor me abala a alma não vou ceder, desta vez, à cobardia e ao comodismo de calar e esconder essa dor, como tenho feito e continuarei a fazer, com dificuldade.
Nasci perto da futura ex-escola sede, nela cresci me formei e me fiz quase homem. Porque a esta escola já dediquei duas décadas de actividade profissional, porque nela tenho estado a ver os meus filhos a crescer e a aprender, tenho que manifestar a minha tristeza.

Sabe-se que o mundo é composto de mudança e que ou nos adaptamos a estas cada vez mais rápidas mudanças ou não sobreviveremos. Não tenho medo da mudança, até posso acredito nela, não aceito é a falta de respeito por pessoas, por projectos, por instituições, por leis, por eleições, por regras, por anseios, por populações…
E, por respeito para com os homens que fizeram o colégio de Avelar, porque ainda me lembro de ter ido a Coimbra em 1975, no Mercedes do Dr. Condorcet, integrado numa comitiva de alunos delegados de turma e Professores, ao Quartel General da Região Militar do Centro , pedir a autonomia para a Escola do Avelar, e porque não abdico da minha quota-parte de mérito e responsabilidade na construção de alguns pilares desta casa, tenho que dizer: Não, senhores decisores isto não é inevitável!

Um professor da universidade de Lisboa e de matemática , Nuno Crato, escreveu um dia um livro sobre o “Eduquês”. Eu, se para tal me ajudasse o engenho e a arte, escreveria um sobre o Economês.
Estes senhores técnicos do economês, que não merecem que se lhes chame mais do que contabilistas, sabem o que podem ganhar. Eu sei tão bem como eles porque tenho sido um ajudante do leme, porque também sei “fazer contas”. Mas o que eles não sabem é os danos que podem causar e muito menos estimar os seus custos, e isso sei eu fazê-lo muito melhor do que eles, porque sei o que se pode ganhar com dedicação, empenho, motivação, com querer, com alegria, com fé, com entusiasmo, com projectos, com amizade, com união, com camaradagem, com trabalho colaborativo, com debate, com coordenação, com lideranças fortes, com amor, com um lar, com uma família, com sonhos, com proximidade, com democracia , com participação, com envolvimento, com esforço colectivo, com vontade, com colaboração, gosto, profissionalismo, entrega … e por isso temo o que se pode perder.
Cabe-nos a nós todos, profissionais, alunos e pais tudo fazer para limitar estes danos. Cabe-nos a nós, todos, continuar como sempre fomos e, porque não, tentar fazer ainda mais e melhor daqui para a frente.

Nídia Valente disse...

O Eduardo disse o que lhe vai na alma. E certamente retrata aqui, desta forma brilhante, o que vai na alma dos profissionais (docentes, operacionais e administrativos), dos pais e dos alunos que dão voz e corpo á comunidade educativa do Agrupamento de Escolas de Avelar.
"Cabe-nos a nós todos, profissionais, alunos e pais tudo fazer para limitar estes danos.", diz ele. E eu acrescentaria: cabe-nos a todos não calar, não silenciar nem permitir que outros o façam, mais esta afronta que nos faz começar a ter medo do que virá a seguir. Já chegámos longe demais! Os "economeses" que nos governam não passam de tiranetes obtusos e profundamente arrogantes, ditadores de trazer por casa, sob o manto doce da demagogia. Há que passar a mensagem. Há que apregoar aos quatro ventos o sentimento de revolta causado pelos atropelos mesquinhos, ao arrepio de tudo o que em democraccia seria desejável.
Onde está o valor da carta educativa, assinada em Dezembro de 2006? Ou não se lembrarão estes senhores que assinaram um compromisso que comtemplava a existência de dois agrupamentos no concelho? Ou, pelo contrário, lembram-se do compromisso assumido mas não querem cumpri-lo apenas e só porque esse é o seu modo de estar na vida e na política, desonrando compromissos vitais para o bem estar dos portugueses?
Não é tempo de silêncio. O grito tem que vir de dentro, tem que vir de todos, tem que passar a mensagem e denunciar bem alto o desgoverno a que estamos votados.

mmarinhocruz disse...

O Rego escreveu, escreveu bem. E terminou com uma deixa que vou agarrar:

"Cabe-nos a nós todos, profissionais, alunos e pais tudo fazer para limitar estes danos. Cabe-nos a nós, todos, continuar como sempre fomos e, porque não, tentar fazer ainda mais e melhor daqui para a frente".

Acrescento que esta frase é certa mas não depende só de nós (professores, educadores, funcionários, pais/EE): Continuar como sempre fomos, sim Rego, acredito que sim! Mas a liderança aqui tem um papel muito importante! Não é indiferente!

Não é possível sermos no futuro "aquilo que sempre fomos", pois as variáveis no terreno serão diferentes.

As adaptações no ser vivo são inevitáveis caso contrário não lhe conferem capacidades evolutivas. Assim diz a Biologia que aprendi em Coimbra, apesar de ter o curso de Bioquímica. Mas as mudanças nos seres vivos e na sociedade não podem ser fracturantes pois geram desequilíbrios!

O que se tem visto na Educação? Eu não vou aqui enumerar as sucessivas mudanças que nós temos tido. Ou há alguém que diga que não?
Esta mudança não é mais uma: considero que "é a mudança" que como disse o Ricardo Pimentel, fez a Escola Pública "bater no fundo".

Mas as coisas em educação demoram o seu tempo até se reconhecer as consequências dos erros cometidos, ou seja, nos alunos. A nós, educadores, cabe-nos sem dúvida trabalhar para minimizar os erros que são cometidos, não tenho dúvidas.

Mas aprendemos com erros, eu pelo menos aprendi: "deram-me uma bofetada? Estão preparados para me dar outra? Não obrigado, não vou dar a outra face!"

Mário

Vítor Ramalho disse...

Mais uma vergonha das politicas economicistas deste governo.
Não basta no entanto rezingar é preciso sair à rua e gritar.

Cristina disse...

Acho muito bem!, e digo istoi no caso do meu Agrupamento que também vai acabar.
A maioria dos conselhos executivos ou directoras, já não estavam do o lado dos professores há muito tempo. No meu caso o Agrupamento de ... no Algarve é pior que o ME, se antiga Ministra dizia mata elas esfolavam.
Por isso agora os tachos das directoras e directores diminuiram, agora sim eles acordaram, pois agora eu bato-palmas, Mega-agrupamentos sim!, Para a frente!.
Na minha escola ter lá a directora ou não ter eu prefiro a segunsa hípotese.

Abraço,

Abram os olhos essas senhoras e senhores não merecem a nossa luta, a minha directora já há mais de 22 anos que não dá aula, só diz mal dos sindicatos e assim como todos os outros directores passaram por cima dos representantes dos professores e reuniram vezes sem conta com a antiga Ministra e Valter Lemos, não tenham a memória curta.

Ricardo Pimentel disse...

Cristina,

É verdade que muitos directores, acredito que a maioria, foram “braços armados” do ME e mesmo antes, enquanto presidentes dos directivos e direcções executivas, não estiveram ao lado dos colegas que os elegeram. No nosso caso a minha preocupação está com um projecto que foi levantado do chão e que vai morrer. Mesmo no teu agrupamento as palmas que se dão, pela deposição de uma directora não solidária, não chegará para abafar os lamentos dos muitos colegas contratados que engrossarão a legião de desempregados.

Um abraço e desejos de um bom rumo para vós!

tsiwari disse...

Um abç triste mas encorajador :

http://www.youtube.com/watch?v=gjndTXyk3mw

Mário Rui Gomes disse...

Nídia Valente

O nosso país está BEM (e nao estou a ser sarcastico) por que cada vez mais Valentes lutam pelo que acreditam mas tudo o que vive tem que morrer (até os Valentes).

O mais importante é saber como é que o Agrupamento morreu?

1-Por morte natural? (nao tinha alunos, condicoes, nao havia dinheiro, nao havia felicidade, ..).

2-Por que chegou ao fim da sua vida activa e foi forçado a reformar-se (no "novo local" vai haver xxx, e yyyy).

3-Ou de outro modo (a DRa do Gabinte XXX do Ministério EUROPEU da "Educaçao e Estatística Social", sito na 24 de Junho, decidiu que a linha 4 do relatório 36 de Setembro de 2010 tinha 1 (um UM) a mais e, de modo científico, (isto é "à Sorte, que os Jogos de Azar sao também de Sorte") escolheu fechar o Agrupamento de Escolas de Avelar.

QUAL A RESPOSTA NO VOSSO CASO?

Mário Rui Gomes disse...

Nídia Valente

O nosso país está BEM (e nao estou a ser sarcastico) por que cada vez mais Valentes lutam pelo que acreditam mas tudo o que vive tem que morrer (até os Valentes).

O mais importante é saber como é que o Agrupamento morreu?

1-Por morte natural? (nao tinha alunos, condicoes, nao havia dinheiro, nao havia felicidade, ..).

2-Por que chegou ao fim da sua vida activa e foi forçado a reformar-se (no "novo local" vai haver xxx, e yyyy).

3-Ou de outro modo (a Sr* do Gabinte XXX do Ministério EUROPEU da "Educaçao e Estatística Social", sito na 24 de Junho, decidiu que a linha 4 do relatório 36 tinha 1 (um UM) a mais e, de modo científico, (isto é "à Sorte, que os Jogos de Azar sao também de Sorte") escolheu fechar o Agrupamento de Escolas de Avelar.

QUAL A RESPOSTA NO VOSSO CASO?

Ferreira, Luís Manuel Silva disse...

Infelizmente, lemento dizê-lo mas a escola pública tem os dias contados. Primeiro foi o ataque desenfreado aos docentes, depois foi a primeira vaga de encerramentos e agora é a segunda. Ainda poderá ser pior, um dia ou privatizam as escolas, ou concentram-nas todas nas sedes de distrito e concelhos de grandes dimensões.
E Cavaco Silva e Passos Coelho o que dizem a isto, nada! Se não dizem nada é porque concordam, eles faziam o mesmo.
As escolas estão pelas ruas da amargura, os miúdos fazem daquilo umparque de diversões, local de convívio; os pais um armazém dos filhos e os profesores agora andam entretidos, em muitos agrupamentos, com politiquices e com saneamentos de professores mais jovens e inexperientes.
É por isso que eu cada vez mais prefiro a literatura seja como leitor, seja como escritor.
Já agora fica a sinopse do meu último romance que se passa no Concelho de Pombal.
Quanto à escola, não foi com esta escola que eu sonhei.
O Pinhal
No século XX, poderia ter havido um pinhal, com um terreno no seu centro, no qual se localizavam duas casas, onde vivia uma família.
Diariamente, aquelas pessoas lutavam não só pela sobrevivência, mas também pela dignidade e pela presença da felicidade nas suas vidas.
As dificuldades, as contrariedades, as incompreensões, a violência doméstica e as barreiras faziam premanentemente parte daquela família da Região Centro Litoral, a qual poderá ser a representação da luta de muitas famílias portuguesas das últimas décadas.
Ao ler este livro, poderá conhecer ou recordar o modo de vida, aspectos históricos e culturais do século XX e a forma de pensar das pessoas nos meios rurais de há vinte, trinta, quarenta ou mais anos e verificar as diferenças ou semelhanças com a actualidade.

Mais informações em:

www.daescritaaleitura.blogspot.com
www.luismferreira.no.comunidades.net
www.falandodalingua.blogspot.com

Luís Ferreira

Isa disse...

Sonha e serás livre de espírito...luta e serás livre na vida!
Derrota após derrota até à vitória final!

Ernesto Che Guevara

Isa disse...

Derrota após derrota até à vitória final!

Ernesto Che Guevara

Ondina Paiva disse...

Quem luta nem sempre ganha, mas quem não luta tem garantida a derrota. Os professores que defendem a escola pública têm que estar solidários com a "Vossa/ Nossa" causa. Acho que está na hora de juntarmos a nossa Voz e defender o valor do "Ser" e acabar de vez com a supremacia do "Ter".

Nídia Valente disse...

Caro Mário Rui Gomes

Como já está sobejamente esclarecido nos comentários anteriores, o nosso agrupamento NÃO MORREU DE MORTE NATURAL: tinha (tem) alunos, condições, e felicidade. A questão do dinheiro é mais complicada, mas num país onde as prioridades se medem pela quantidade de pontes e comboios de grande velocidade, qual é o serviço público que pode dizer que o dinheiro chega? Não vamos, pois, por aí.
Passemos à segunda hipótese por si formulada: “Por que chegou ao fim da sua vida activa e foi forçado a reformar-se”. O edifício principal tem apenas alguns anos, devidamente equipado; ao lado, o pavilhão gimnodesportivo igualmente com uma vida curta, e, (pasme!!), em fase terminal de construção, anexa à escola sede, cresce a nova escola do 1º ciclo; a gestão do agrupamento, eleita nos termos da lei por um período de quatro anos, tem apenas um ano de exercício. Parece-nos ser legítimo tirar uma conclusão irrefutável: a escola tem vida activa, (seria fastidioso enumerar aqui os inúmeros projectos que desenvolve, pelo que lhe aconselho a consulta da nossa página na internet), e está longe de ver excedido o prazo de validade!
Resta, pois, a terceira hipótese: “a Sr* do Gabinte XXX do Ministério EUROPEU da "Educação e Estatística Social", rodeada dos seus acólitos e subservientes secretários, terá acordado um belo dia preocupada com a crise! Sem saber como responder às despesas com as novas travessias do Tejo (daqui a pouco há mais pontes que rio!) e com os comboios de grande velocidade que permitam aos grandes empresários irem ali ao lado tratar de negócios numa corridinha com “nuestros hermanos”, decidiu “cientificamente”, assim em jeito de “pim-pam-pum”, onde ir buscar o vil metal: calhou, uma vez mais, a sorte à educação!
E assim se faz Portugal…uns vão bem, e outros mal!
Folgo em saber que o país está BEM. Qual país? Deduzo que tenha emigrado…
Cumprimentos

pjfa disse...

Olá amigos,

Passei 3 anos lectivos no Agrupamento de Escolas de Avelar (Set 1998- Ago 2001).
Este Agrupamento serviu de referência para muita gente.
Foi também um Agrupamento que esteve/está sempre disponível para novos desafios ao nível de Projectos ou Currículos.

Já passei por algumas Escolas desde então mas, os laços criados com os meus amigos do Agrupamento e, acima de tudo, as experiências Pedagógicas e trabalho em grupo ainda hoje são os meus standarts.

Passada uma década, acredito que muitas Escolas ambicionem ser como é este Agrupamento.

A proposta que fizeram só pode ter vindo de um grupo de indivíduos que não tem o mínimo de dignidade para com a Comunidade Educativa.

Deixo aqui expressa a minha solidariedade para com todos os que directa ou indirectamente estão/estiveram envolvidos com o Agrupamento.

Bem hajam por tudo o que fizeram por mim. Eu cá estarei para fazer tudo pelo Agrupamento.

Paulo Alves - Castelo Branco

Clara Luís disse...

Opções políticas à parte, há aqui "dedo na ferida"...

Ora oiçam com atenção:

http://www.youtube.com/watch?v=CyFtc7TWd_U

Abraços

Clara Luís disse...

Cá vai o resumo do caos:

http://www.youtube.com/watch?v=3aQ68HFiH9U

É este o país que temos!

Mário Jorge Ferreira disse...

Recordo-me, no ano lectivo de 1998/99, quando leccionava na EB 1 de Chão de Couce a então presidente do CAE de Leiria, Odete João, por ordem da DREC, "obrigar" a formação do Agrupamento de Avelar como estratégia importante na consolidação da qualidade de ensino. Foram reuniões atrás de reuniões dada a importância do acto e a do Dec.Lei 115-A/98 que era a bíblia para o efeito.

Maria Alice disse...

Vamos deixar que tratem assim a ESCOLA PUBLICA!
Quão actual continua:
"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei .
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar…"

Maria Alice disse...

Nós Agrupamento de Escolas de Avelar (Professores, Funcionários, Pais, Educadores)não vamos ficar impávidos enquanto este Ministério da Educação destrói a ESCOLA PUBLICA, só porque pretende apresentar resultados ao Ministério das Finanças,

maria disse...

Será que estamos no país errado? Será que merecemos os politi(queir)cos que temos? Será que este país nos merece? As palavras paixão, devoção parecem não fazer mais sentido. E ainda: Será que ando/estou surda, alheada, desfazada? SINDICATOS... ONDE?À minha volta sinto, vejo tudo tão calmo, adormecido. Bom, afinal tem sido para isto que temos sido empurrados: formar cidadãos acríticos, embrutecidos e sufocados com Magalhães, Novas Oportunidades, Sucessos 100%, Avaliações Externas, Directores supra dirigidos, falar faz mal, pensar só em sonhos. Para quando um toque colectivo e VAMOS PARA A RUA, bradar, exigir. Federações, federados, sindicalistas, sindicalizados, neutros... todos neutralizados? Acomodados? Encarreirados? Onde pára esta gente, agora? Será porque não está em causa o "posto" de uns quantos que uns tantos perderam o rumo, a força? Sinto que estamos tão sós, outra vez. Mandamos "mails", não passa daí. Quem deveria liderar, porque quando precisam às escolas vão, panfletos distribuem, encontros planeiam e publicitam. E AGORA? POR ONDE ANDAIS?

Nuno Reininho disse...

Temos de manter uma postura crítica e de recusa relativamente a estas medidas incoerentes e pouco reflectidas.

Marta M disse...

Colegas:
Amanhã iremos a Ansião, cumpridores que somos das nossas obrigações, mas hoje é dia de continuar o nosso protesto (e amanhã e depois de amanhã, também...)e, portanto, há trabalho a fazer:
Hoje seremos recebidos às 17,30h no Governo Civil de Leiria.
Saímos da escola às 16,15h.
Quem se junta ao grupo?
Marta Ribas

Clara Luís disse...

Pois...

Nada se avalia, logo nada se planeia com segurança.

Ora vejam e oiçam com atenção:

http://www.youtube.com/watch?v=u5sFtdeMngw

deusa disse...

Adorei aquele comentário da Alice: realmente, quando chegar a nossa vez ( se nada tivermos feito pelos outros), não haverá ninguém para se revoltar. Estamos completamente entregues aos vampiros neo- liberalistas que comem tudo e não deixam nada ( como cantava o nosso querido Zeca).
Ao fim de 30 anos de profissão, sinto um desânimo a ocupar o sítio (que tinha cá dentro) da vontade de combater e de refilar sempre mais...
Um abraço e força. M. Deus

Marta disse...

Fiquei chocada quando recebi o mail com esta (mais uma...) triste notícia. Estive aí no ano lectivo de 2003/04, e guardo gratas recordações de toda a gente, num ano especialmente difícil para mim. A todos deixo a minha solidariedade.
Marta Granger

Isac Pinto disse...

Olá a todos!
Vejam está notícia: http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1614463

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Uma parte dela diz o seguinte:

O secretário de Estado da Educação diz ainda que esteve no terreno para dialogar com os autarcas.

«A aplicação do princípio é feita no terreno, envolvendo as câmaras, as escolas e a comunidade educativa, não pode ser feita de outra modo. Eu próprio presidi a 18 reuniões, uma por cada distrito, com todos os presidentes de Câmara para discutir esta questão», afirmou.

O responsável garante ainda «que as direcções regionais têm reunido com câmaras e com directores das escolas», salientado que «não vale a pena caricaturar esta situação».
===========================

Todos nós que acompanhámos este processo de perto não temos dúvidas que as declarações do SR. Secretário de Estado devem dizer respeito ao um processo de criação de mega-agrupamentos de outro planeta qualquer... Isto é realmente espantoso...

osc disse...

" ... Na primeira noite, eles aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam o nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,e,conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E, porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.
... "

Poeta russo "suicidado" após a revolução de Lenine … escreveu, ainda no início do século XX
...
Incrível é que, após mais de cem anos, ainda nos encontremos tão desamparados, inertes, e submetidos aos caprichos da ruína moral dos poderes governantes, que vampirizam o erário, aniquilam as instituições, e deixam aos cidadãos os ossos roídos e o direito ao silêncio : porque a palavra, há muito se tornou inútil…
- até quando?...

Já há vozes que se ouvem !

Paulo disse...

Caros colegas.
Tem a minha solidariedade e naquilo que puder colaborar para lutar contra esta atitude ditatorial e demagógica contem comigo.
Já agora uma Providência Cautelar não poderia emperrar a decisão por uns tempos, permitindo arranjar tempo contra esta decisão? pensem nisso.

Cumprimentos e força na luta.

Paulo Santos

Nídia Valente disse...

É realmente incrível, Isac! Como pode alguém vir à praça pública com tamanha falta de vergonha, dizer a uns quantos portugueses aquilo que outros tantos sabem ser mentira? Como podemos nós calar, indiferentes, estas atoardas, sem espernear até que a verdade seja posta à frente de todos? É imperioso e urgente desmentir estes senhores!
"A aplicação do princípio é feita no terreno, envolvendo as câmaras, as escolas e a comunidade educativa..."-MENTIRA!
"Eu próprio presidi a 18 reuniões, uma por cada distrito, com todos os presidentes de Câmara para discutir esta questão..."-MENTIRA!
"...as direcções regionais têm reunido com câmaras e com directores das escolas»-verdade (pequenina, apenas para iludir os menos atentos). Reuniram, pois, mas não no processo negocial. Reuniram depois do facto consumado, sem ouviram nada nem ninguém, como só os ditadores sabem fazer.Talvez não consigamos travar o processo. Talvez não vamos muito além das manifestações do nosso desagrado. Ficaremos, no entanto, com a consciência tranquila de termos lutado por aquilo em que acreditamos. Temos agora uma missão acrescida: desmentir o sr. Trocado da Mata; repor a verdade, e mostrar a quem ainda não viu de que fibra são feitos os senhores que nos governam.

Graça disse...

O que vem dos iluminados do Governo,nada,mas nada me espanta.
Temos que nos voltar a unir e resistir. Os professores têm uma palavra a dizer, parece-me que ainda vivemos num Estado de Direito ou estarei enganada!!!
Força, caros colegas.

RUI SANTOS disse...

Sou apenas um simples PAI que frequentou a escola em Avelar e que agora tem um filho o "Bruno" que frequenta a mesma escola.
Tomei conhecimento deste assunto no dia que fui a escola buscar a ficha de avaliação no final do ano lectivo e a Prof Nidia Valente nos anunciou com grande tristeza a noticia e principalmente a forma como foi informada a DREC.
Naquele momento (se calhar) nós Pais que estavamos na sala não nos apercebemos bem as implicações que tal medida trazia.
Aquilo que me ficou daquele momento foi a forma como a Prof Nidia demonstrou a sua "revolta" e a sua indignação.
Ouvi e não disse nada, assinei o "Abaixo assinado" que ela nos pediu e sai.
No entanto senti o seu "desespero" pela forma como os senhores do governo tratam as pessoas, a educação, os professores, os alunos neste país, e principalmente pelo "modus operandi" que os senhores que mandam utilizam ultimamente.
Não se consulta, não se debate, não se informa atempadamente, não se procuram soluções , não se humanizam as decisões e tal qual ditadura crava-se o machado de "guerra" numa falta de consideração atroz por quem trabalha e educa os filhos dos outros e pelos pais que todos os dias entregam os seus filhos nas mãos dos professores.
Li os comentários todos aqui até ao momento e como simples PAI aquilo que me causa imensa confusão é se o "Economês" como diz o Prof Eduardo é a palavra de ordem neste governo, porque que é que se vão gastar mais de 8 Milhões Euros na escola em Ansião, quando ainda por cima ainda á bem pouco tempo se construiram edificios novos e equipamentos novos naquela escola.
Claro que já nem falo em TGVs e Pontes.
Outra coisa, não percebi muito bem o comentário do Sr Isac Pinto?
Falou com o Sr Presidente da Camara Dr Rui Rocha? Não?
Então das duas uma.
Por isso a Prof Nidia Valente comenta em seguida " Mentira".
Só mais uma coisa.
Quando não tivermos educação publica neste pais, vamos continuar a pagar impostos?
Perdoai-lhes Senhor.

RUI SANTOS disse...

A todos que comentaram deixo uma dica
Vejam a noticia no site da TVI24 sobre a reacção do Ministério da Educação ás declarações do Vice presidente da "ANMP" Associação Nacional de Municipios e depois comparem com as afirmações do Secretário de Estado da Educação sr João Trocado da Mata no Forum da TSF dia 9-07-10.
È de mais.

Clara Luís disse...

Aconselho vivamente a leitura do seguinte artigo do Público:

http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/ao-contrario-de-portugal-la-fora-apostase-no-regresso-a-escolas-mais-pequenas_1447731

Seria bom que quem decide soubesse o que decide e porque decide. Ou, então, que tivesse que assumir as consequências do que decide pois, por cá, raramente se apuram os verdadeiros custos das más decisões.

Nídia Valente disse...

Boa noite, amigos! (Se é que ainda há alguém que vem a este blog, ou definitivamente arrumaram as botas!)
Em primeiro lugar, uma palavra de apreço para o Sr. Rui Santos. Apreço por, na qualidade de PAI, se dirigir a nós e mostrar que nem só os professores lamentam esta situação; apreço por manifestar a sua preocupação em relação à educação neste país cada vez mais pequeno; apreço por se ter apercebido e dar aqui conta do desânimo que sentiu nas minhas palavras no dia em que transmiti aos pais a triste notícia da extinção do nosso agrupamento. No entanto, Sr. Rui Santos, queria aproveitar para esclarecer que o comentário do prof. Isac talvez tenha sido mal interpretado. O colega quis apenas chamar a atenção para uma notícia da TSF em que, mais uma vez, o sr. Secretário de estado proferia um chorrilho de mentiras. O meu comentário não pretendeu ser uma resposta ao prof Isac mas antes uma forma de manifestar a minha concordância, porque sei que ele, como eu, está indignado com a forma ditatorial como todo o processo se desenrolou.
Esclarecimentos à parte, voltemos à carga.
Está tudo calmo, tudo parado, à espera que o gato venha comer a nêspera, como diria o Mário Henrique Leiria. Vivam as férias! Estratégia bem delineada, a da tutela: eles sabiam que o tão merecido descanso traria atrelado o marasmo, a aceitação pacífica, o encolher de ombros. As vozes que tão exasperadamente se levantaram, calaram-se, por milagre. Como se afinal a luta por um ideal fosse coisa que se possa acalmar com férias.
O sindicato disse que não à providência cautelar. E ponto final. Acabou tudo, saímos de braços caídos. Mas, sabemo-lo de fonte segura, esta não é a última porta. Quando um decreto-lei é posto em causa de forma grosseira e sem pudor, como é o caso, e se aceitarmos pacificamente que assim é porque alguém diz que assim tem que ser, então a solução é mesmo começarmos a trabalhar na clandestinidade, porque a situação configura clara e preocupantemente contornos fascizantes. São palavras fortes? Que sejam! Senão, vejamos: as leis emanam da Assembleia da República, propostas por grupos parlamentares; são discutidas, alteradas, postas à votação, e só depois publicadas e aplicadas. São largas dezenas de deputados pagos a peso de ouro pelos contribuintes para “fazerem” leis. E depois, miraculosamente, desrespeita-se um decreto-lei com um despacho interno de um qualquer gabinete ministerial! Então, com respeito pelo dinheiro dos contribuintes, vale a pena pagar a deputados que aprovam uma lei mas permitem o seu desrespeito?
E no entanto…as portas não se fecharam todas! Talvez tenhamos pecado por inércia, e oxalá não tenhamos que responder perante a nossa própria consciência. Veja-se o exemplo do concelho de Arganil. O processo foi exactamente igual. Mas a pressão e a acção foram diferentes e determinantes. A Câmara não enterrou a cabeça na areia, nem ficou à espera que alguém fizesse o trabalho de casa: providência cautelar e aí temos o processo parado! Parabéns aos colegas daquele agrupamento, que não se limitaram a exibir abaixo-assinados e contaram com a preciosa ajuda da autarquia.
Sr. Rui Santos, estou certa que o senhor continuará a ser um bom pai, da mesma forma que tenho a certeza que todos os professores da escola do Avelar tudo farão para garantirem o sucesso dos seus alunos. Da mesma forma que tenho a certeza que o medo começa já a fazer-se sentir a cada esquina, e que é assim, com atitudes desta natureza, que a palavra democracia vai perdendo sentido. Lamentavelmente.